Eu não tinha muita idéia que estava fazendo algo arriscado , nunca havíamos gravado um demo antes e consequentemente desconhecia-mos a necessidade de uma pré-produção, coloquialmente falando : o negócio foi feito na raça, na tora, se jogando no buraco sem ver o fundo.
Como o baixista não podia gravar na época , e como não existia violonista, flautista, tenor para canto Gregoriano, sonoplastas e como também não tínhamos nenhum dinheiro para contratar terceiros, obriguei-me a assumir, e gravar esses instrumentos com exceção de alguns teclados gravados por Diego.
Então em 2006 todos os instrumentos foram colocados, e a gravação terminou em Outubro do mesmo ano ,no mesmo mês conheci Thomás, baterista que foi indicado pelo seu professor de música(Geremias).
Thomás passou estudando de Novembro de 2006 a mais ou menos Setembro de 2007 as músicas do disco, mostrando responsabilidade e superação.
Sendo que após o término das gravações faltava saber, como pagar o restante e como conseguir dinheiro para a prensagem? (pois os patrocínios cobriram apenas 5% da gravação).
Foi pensando nisso que surgiu uma idéia, juntar lixo reciclável para pagar a prensagem, daí uma tia minha(Gilda) ,trouxe outra idéia. Na oficina de meu pai havia acúmulo de motores velhos e quebrados que provavelmente nunca seriam usados, e que se fossem sucateados da maneira que estavam, não dariam 1/10 do valor da prensagem, então eu e o baterista começamos a desmonta-los, as carcaças de alumínio em um saco, os parafusos e as partes de ferro em outro ainda sobrava a bobinas do cobre, das quais as vezes eu(Henrique) e Thomás tínhamos que ficar batendo marreta das 14:00 as 22:00 da noite nos sábados e domingos para separar o cobre da resina, muitas vezes não estávamos nem tão animados pois passávamos a semana estudando e trabalhando e em vez de descasar no sábado e domingo íamos trabalhar também.
E assim, depois de quase um ano, juntando tudo que víamos pela frente( metal,cobre,alumínio, garrafa e até papelão) , conseguimos o dinheiro da prensagem e de um pedaço da gravação, ainda bem, pois depois de quase um ano batendo marreta/martelo nos finais de semana, a gente já não aguentava mais. Mas com a ajuda de Deus, conseguimos a primeira tiragem de 1000 cópias para a banda.





